Arquivo da categoria: Cultura

III Encontro Nacional de Blogueiros, 25 à 27 de maio, em Salvador (BA)


Democracia, redes sociais, jornalismo na internet, movimentos populares, Marco Civil da Internet, uma nova comunicação. Esses são alguns dos temas que estarão em discussão no III Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, de 25 à 27 de maio, em Salvador na Bahia.

A estrutura do evento, que deve reunir aproximadamente 500 ativistas digitais de todo o Brasil e de países vizinhos, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do #BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes.

A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio e pode ser feita clicando AQUI. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.

Entre os convidados estão o cineasta, escritor e ativista norte-americano, Michel Moore, os ex-ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Gilberto Gil (Cultura), o jornalista francês Ignácio Ramonet do Le Monde Diplomatic, Amy Goodman, fundadora do movimento Democracy Now, além de vários personagens importantes do atual momento da comunicação e da internet no país.

A programação contará com palestras, seminários e discussões, espaços para oficinas autogestionadas – os interessados devem apresentar sugestões de temas e de debatedores até 4 de maio e ficam responsáveis pela iniciativa – e um ato em defesa da blogoosfera e da liberdade de Expressão, na Praça Castro Alves, região histórica da capital baiana.

Também haverá maior espaço para reuniões em grupo com o objetivo de intercambiar experiências, fazer o balanço das atividades no último período e traçar os próximos passos da blogosfera.

A programação e as inscrições podem ser feitas AQUI

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Memórias Torturadas – A ditadura e o cárcere no Paraná estreia dia 29


É difícil responder à pergunta “que peça você recomenda no festival?” Mas um gênero que pode ser indicado, sem dúvidas, é o de peças apaixonadas. São trabalhos que partem de muita pesquisa e um ideal, como Memórias Torturadas – A Ditadura e o Cárcere no Paraná. A proposta partiu do ator Gehad Hajar, que também é pesquisador e estudou Direito, Ciência Política e Pedagogia.

Incomodado com uma enquete realizada em 2006 em que Curitiba mostrou ter o maior número de jovens brasileiros que desejam o retorno da ditadura militar, ele resolveu buscar histórias reais que jogassem luz sobre as agressões praticadas durante os anos de chumbo no Paraná. “É um tema que nunca foi trabalhado. É como se não tivesse acontecido”, disse Hajar à Gazeta do Povo.

A pesquisa começou no Arquivo Público do Estado, onde estão documentos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Hajar também pesquisou em edições da época da Gazeta do Povo e no livro Memórias Torturadas e “Alegres” de um Preso Político, de Ildeu Manso Vieira.

“Fui o primeiro a abrir algumas daquelas pastas e vi um material riquíssimo. Inclusive documentos que provam que Che Guevara passou por Curitiba.”

Essa e outras informações foram sendo incluídas na trama, que se passa no único lugar julgado pela equipe como adequado: o Presídio do Ahú, por cujas celas passaram presos políticos na década de 70 durante a Operação Marumby, braço da Operação Condor – aliança de regimes militares na América do Sul para eliminar adversários políticos – no Paraná. Pela prisão desativada em 2006 já passaram os elencos da série O Astro, dos longas-metragens 400 contra 1 e Estômago e do curta A Fábrica.

Almas
O cenário e o horário escolhido (meia-noite) se somam para compor o clima de medo e mistério da peça, que começa ainda do lado de fora do presídio. Ao en­­trar pelos corredores gelados, o público ouvirá um áudio que remete à alma de um dos presos-narradores.

Dos torturados pesquisados, foram selecionados quatro como personagens. Ildeu, interpretado por Carlos Vilas Boas, foi preso no Ahú junto com o filho, adolescente de 17 anos. Os outros são Jodat Nicolas Kury (Paulo Ney), Jacob Schmidt (Martin Esteche) e Diogo Affonso Gimenez (Ricardo Alberti), estivador que teve papel relevante na comunidade formada na prisão. O elenco se completa com Ithamar Kirchner, que faz um carcereiro.

A maior parte dos diálogos se dá em três celas situadas numa galeria no terceiro andar do presídio. Nesses cubículos, o artista plástico Gustavo Krelling criou interferências a partir de objetos encontrados ali mesmo pela produção do espetáculo – uma cadeira, documentos, um urinol, e cadernos estampados com o rosto de Cristo.

Nas paredes, ele gravou o nome dos encarcerados, assim como palavras de ordem e outras referências. “A cadeia já é um espaço muito cenográfico. Não quis mexer muito. Me inspirei na obra de Artur Barrio, português que se definiu como marginal e usava muito carvão, cordas e objetos assim.”

Não há cenas de agressão, apenas relatos verbais. A tortura era proibida no Ahú – o que não impedia que os presos fossem levados para apanhar em outros locais. Um dos assuntos debatidos pelos personagens – e garimpado por Gehad nos documentos de época – é a concentração de forças rebeldes contrárias à ditadura no Oeste do Paraná, guerrilha em formação desmantelada após delação.

Curitiba, capital do Brasil? Esse fato, ocorrido durante quatro dias em 1969, também é abordado. O grande interesse pelo tema por parte dos 32 membros da equipe faz de Memórias Torturadas uma peça apaixonada. “Coloquei no meu currículo que já lavei chão de cadeia”, brinca a coordenadora de produção, Beth Capponi.

Serviço:
Memórias Torturadas – A Ditadura e o Cárcere no Paraná.

Presídio do Ahú – entrada pelo portão grande (Av. Anita Garibaldi, 750 – Ahú), (41) 8414-8416 e (41) 9633-7169.

Dias 29, 30 e 31 de março e 5, 6 e 7 de abril, às 23h59.

Classificação indicativa: 16 anos.

R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada, mais R$ 3 de taxa de coveniência). (GP)

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O cara que transformou uma boca de fumo em biblioteca


Cacau Gomes achou um livro de Cecília Meireles no lixo, aos 12 anos, e entrou de vez no mundo da poesia. Depois veio Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade. Ficou encantado em meio à sua realidade difícil: morador de extintas palafitas, na comunidade de Brasília Teimosa.

Trabalhou de pedreiro e office boy, o que pode para se virar. Enquanto isso, alimentou um sonho ao longo de 15 anos, fazendo poesia e juntando obras, ora comprando quando podia, encontrando no lixo: “Literatura, rapaz, aqui no Brasil é lixo, né?”. Até que abriu as portas de casa para receber as pessoas da comunidade que queriam ler.

A demanda foi aumentando e ele conseguiu comprar um espaço à esposa de um traficante, que tinha sido assassinado. Hoje a Livroteca Brincante do Pina é referência, é um ponto de leitura do Ministério da Cultura, motivo de transformação para as pessoas, esperança para muitas crianças. É essa a história que o vídeo conta, vale a pena ver.

A imagem não está boa. Mas quem se importa?

Menos um na estante, por sugestão da Meg Thai

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91 Rock sai do ar em Curitiba. Chega a Mix (de novo)


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Novamente a única radio roqueira de Curitiba, e uma das últimas do Brasil, sai do dial. O mercenário grupo Canal de Negócios, que anos atrás mudou a frequência de 96.3 para 91.3, abrigando na antiga frequência a Band News, agora cede o 91,3 à tosca Rádio Mix, que já esteve presente em Curitiba, e não deu certo, “faliu”. Mas a “lógica de mercado” fala mais alto, e o pop pueril e massificado ocupa cada vez mais espaço, mesmo com Jovem Pam, Transamérica e outras no mesmo estilo. Curitiba e seus roqueiros, órfãos da Estação Primeira, e da 96 Rock, agora perdem 91 Rádio Rock, uma das melhores do Brasil, veículo de ótima inserção comercial, eleito por diversas vezes pelo Meio e Mensagem uma das melhores rádios para se anunciar no país, com público fiel e com programas excelentes, como o Rádio Caos e o 91 minutos. Triste.

A Rádio Rock vai migrar e ser executada apenas na internet, até que a empresa Canal de Negócios, responsável pela gestão artística e de negócios das duas emissoras consiga uma migração para outra frequência radiofônica. Nada está definido ainda sobre o possível retorno.

Carlos Gomes, proprietário da Canal de Negócios, afirma que hoje, 30% da audiência da Rádio Rock já provêm da internet. “Vamos intensificar a participação na rede e no mobile (smartphones e tablets) e também nas redes sociais, inclusive com programas ao vivo, que são difíceis de encontrar neste ambiente. Sempre mantendo o espírito rock’n’roll”, promete Gomes.

Fim do 91 Minutos e Rádio Caos Continuar lendo

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6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Curitiba


Clique na imagem para conferir a programação.

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Caí do mundo e não sei como voltar – Eduardo Galeano


Autoria atribuída a Eduardo Galeano.

O que acontece comigo, que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte, só porque alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco?

Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos,pendurávamos no varal junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujas.

E eles, nossos nenês, apenas cresceram, tiveram seus próprios filhos e se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Entregaram-se, inescrupulosamente, às descartáveis!

Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem osdefeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.

Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, eu me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O queacontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades. Continuar lendo

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Desde o fechamento Pedreira Paulo Leminski perdeu cerca de um milhão de espectadores


E a Pedreira continua fechada.

A Pedreira Paulo Leminski o mais querido palco curitibano e considerada por muitos músicos um dos melhores locais a céu aberto para realização de grandes shows, está desde 2008 fechado por uma decisão judicial. Os moradores do bairro Abranches alegam que os eventos ali realizados causam grande tumulto. Fato é que sem a Pedreira Paulo Leminski o bairro não seria nada.

O local que já foi palco de artistas como Paul McCartney, AC/DC, Roberto Carlos, Titãs entre outros grandes nomes da musica nacional e internacional, perdeu desde o seu fechamento mais de 30 grandes shows. Eventos em que não perde só a Pedreira, mas a economia e a cidade de Curitiba em visibilidade, pois esses eventos acabam sendo realizado em outras cidades brasileiras, como Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo e até cidades paranaenses como Maringá e Londrina.

Levando em conta que cada evento tem em média 30 mil pessoas, chegamos a conclusão de que Curitiba perdeu cerca de 1 milhão de espectadores. Os eventos tem de ser realizados em espaços menores, como o Curitiba Master Hall e o Expotrade, como no caso do shows do Oasis.

Há um movimento, o A Pedreira é nossa, que visa a reabertura do local. Grande iniciativa do vereador Jonny Stica e de empresários culturais de Curitiba e região, permite que as pessoas por meio do site assinem o manifesto em favor da reabertura da Pedreira Paulo Leminski. Mesmo assim é impressionante a inércia da maioria da população Curitiba em relação a isso.

Em 2011 o Brasil vai receber grandes eventos, serão também testes para a Copa e Olimpíadas, e ficamos ai, torcendo pela reabertura da Pedreira, para que Curitiba siga na rota dos grandes shows na América do Sul.

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