Arquivo da categoria: Comunicação

A primeira investigação sobre a imprensa na história do Brasil


Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania*

CPI do Cachoeira, CPI da empreiteira Delta, CPI do Agnelo… A mídia passou dias e dias construindo versões sobre o foco que terá a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que ela mesma disse que não sairia porque, pasme-se, “o governo” teria “medo” da investigação.

As ameaças dos meios de comunicação de inverterem o foco da CPMI e de jogá-lo contra os partidos da base aliada e contra o governo Dilma de fato surtiram algum efeito. Parlamentares de todos os partidos se preocuparam. Mas a preocupação decorreu da campanha midiática. Ponto.

Todavia, essa investigação tem tanta chance de se voltar para a relação da Veja com o esquema Cachoeira quanto contra qualquer outro alvo.

Jornalistas de alguns grandes meios de comunicação, sobretudo os da Folha de São Paulo, começaram a tocar no assunto como este blog previu que fariam. Ao tratarem das relações da Veja com Cachoeira, dizem o óbvio: criminosos podem, sim, ser fontes da imprensa.

Alguns desses jornalistas reconhecem que tiveram contato com Cachoeira e explicam que foram contatos fortuitos, o que os torna explicáveis. Agora, no caso da Veja, não. São CENTENAS de ligações e sabe-se lá quantos encontros presenciais.

Quando um jornalista fala com uma fonte criminosa uma vez, cinco vezes, dez vezes, é uma coisa. Quando fala CENTENAS de vezes, é casamento.

Eis, aí, o potencial da CPMI que transpareceu da clara resposta que, ao aprová-la maciçamente, o Congresso deu a uma imprensa que dizia que o Poder Legislativo abafaria o caso. E esse potencial é o de, pela primeira vez na história, a imprensa sentar-se no banco dos réus.

Uma fonte muitíssimo bem informada me diz que anda por volta de mais de duas centenas de parlamentares o contingente deles que tem a imprensa atravessada na garganta. E claro que dirão que isso ocorre porque são todos corruptos que temem o trabalho da imprensa livre, blábláblá.

O fato, porém, é o de que as gravações da Operação Monte Carlo revelam que ao menos no caso da Veja não se trataram de relações fortuitas com uma fonte, mas de um crime continuado.

Não há mera relação entre imprensa e uma fonte que possa assim ser caracterizada diante da descoberta de que aquele veículo falava várias vezes por semana, durante anos, com um criminoso, e de que a quadrilha desse criminoso deu TODAS as matérias que o veículo publicou contra o PT. Continuar lendo

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III Encontro Nacional de Blogueiros, 25 à 27 de maio, em Salvador (BA)


Democracia, redes sociais, jornalismo na internet, movimentos populares, Marco Civil da Internet, uma nova comunicação. Esses são alguns dos temas que estarão em discussão no III Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, de 25 à 27 de maio, em Salvador na Bahia.

A estrutura do evento, que deve reunir aproximadamente 500 ativistas digitais de todo o Brasil e de países vizinhos, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do #BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes.

A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio e pode ser feita clicando AQUI. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.

Entre os convidados estão o cineasta, escritor e ativista norte-americano, Michel Moore, os ex-ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Gilberto Gil (Cultura), o jornalista francês Ignácio Ramonet do Le Monde Diplomatic, Amy Goodman, fundadora do movimento Democracy Now, além de vários personagens importantes do atual momento da comunicação e da internet no país.

A programação contará com palestras, seminários e discussões, espaços para oficinas autogestionadas – os interessados devem apresentar sugestões de temas e de debatedores até 4 de maio e ficam responsáveis pela iniciativa – e um ato em defesa da blogoosfera e da liberdade de Expressão, na Praça Castro Alves, região histórica da capital baiana.

Também haverá maior espaço para reuniões em grupo com o objetivo de intercambiar experiências, fazer o balanço das atividades no último período e traçar os próximos passos da blogosfera.

A programação e as inscrições podem ser feitas AQUI

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Jair Bolsonaro destila sua bestialidade em rede nacional


"Oi, cumpadi! Vai cumê uma galinhazinha?". "Não, já comi! Agora vô punhá ela di vorta no Pgalinhêro!"

No mínimo triste e lamentável a participação do deputado federal – além de babaca, parasita e psicopata – Jair Bolsonaro, no CQC de ontem. Antes do término do quadro, o tamanho da minha perplexidade era do tamanho da minha indignação. O parlamentar conseguiu, em 15 minutos, mostrar a que veio, destilando todo e qualquer tipo de preconceito e de intolerância. Mostrou e confirmou o que todos já sabiam: que sua filosofia se manifesta em sintonia fina às ideias conservadoras, neoliberais e imperialistas. Dizer que na ditadura brasileira não foi disparado um único tiro é atravessar todas as fronteiras da burrice e desrespeitar os familiares daqueles que foram fuzilados por um dos episódios mais atrozes de nossa história.

Pelas risadas fora de contexto, declarações absurdas e desinformação histórica, acredito, cegamente, que o nobre deputado deveria se submeter a um exame clínico psiquiátrico.

Triste, absurdo e beirando à loucura. Um ser insano, preconceituoso e que admitiu em horário nobre ter “comido” galinhas, no pior sentido possível. É esse tipo de gente que anda frequentando a política nacional. É esse tipo de caráter que se vale da imunidade parlamentar e aproveita o microfone livre – custeado com o dinheiro dos nossos impostos – para destilar preconceitos, ódios e bestialidades de todo gênero.

(Por Edson Rimonatto no Blog Lado B)

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Fenômeno Kony: redes, manipulação e resposta


Fundadores do grupo Invisible Children com rebeldes Sudaneses eles próprios acusados de graves crimes de guerra contra civis

Como um documentário oportunista tornou-se maior viral da História. Que ele revela sobre ingenuidade na rede e antídotos da colaboração

Por Marina Barros no Outras Palavras

O ineditismo de um vídeo de 29 minutos não é o único fator que faz de KONY2012 um fenômeno da internet. Com mais de 100 milhões de “views” em menos de uma semana, o documentário produzido pela organização humanitária californianaInvisible Children tornou-se o “viral” de difusão mais rápida desde o surgimento da internet, e a campanha de captação de recursos mais bem sucedida dos últimos anos.

Personagens reais, celebridades como Oprah, Rihanna, exércitos de jovens lindos e loiros interagindo com políticos “do bem” compõem uma trama nada simples mas com uma mensagem clara: Precisamos parar KONY! E faremos isso pela mobilização da opinião pública para a autorização da instalação de uma base militar americana em Uganda que vai…parar KONY. (Stop KONY!)

KONY é o vilão, um ditador que, segundo o vídeo, pratica atrocidades contra a população ugandense há mais de 20 anos. Cooptação de menores, mutilações e estupros são alguns exemplos. As imagens e os depoimentos das crianças são de fazer qualquer um marear os olhos.

A organização Invisible Children faz um chamado simples: para continuarem a luta contra o ditador (ou a guerra pela paz na Uganda), é preciso torná-lo conhecido. KONY é o numero 1 da lista da Corte Penal Americana; Torná-lo famoso é o primeiro passo para mobilizar a opinião pública e exigir da Casa Branca o envio de tropas e reforço para o exército local, que luta contra o exército de KONY.

A campanha em si é de tirar o chapéu. Focada em um público jovem e antenado, constrói um mosaico de elementos que tocam o coração: crianças americanas lindas falando sobre o “homem mau”, crianças africanas chorando e pedindo ajuda, artistas e políticos de alta reputação dando credibilidade à causa. Pressão de tempo é outro elemento indispensável: tudo tem que ser feito agora, não há tempo a perder.

A cereja do bolo é o convite para a adesão à campanha: “não queremos o seu dinheiro, queremos sua participação, sua iniciativa em ir às ruas e colar cartazes KONY 2012, juntar-se à multidão no dia 12 de Abril”. A fórmula é infalível e muito bem aplicada, em tempos de Occupy, KONY 2012 é a possibilidade de compra do seu próprio Occupy. Para adquirir o KIT, paga-se 25 dólaras e recebe-se em casa uma caixa contendo cartazes e 2 pulseirinhas, uma para você e outra para presentear.

Até aqui nada de novo, mas vale refletir um pouco sobre KONY 2012.

Um viral que se espalhou com tamanha velocidade foi compartilhado predominantemente por adolescentes meninas (13 a 17) e jovens meninos (18 a 24). Na flor da idade, eles envolveram-se apaixonadamente pela causa de um amigo ugandense da mesma idade – o personagem real que clama por ajuda, gerando uma forte identificação com este público. É inegável o forte engajamento demonstrado por estes adolescentes e jovens, demonstrando sua potência em “fazer justiça pelas próprias mãos”. Mas a ausência de um filtro mais crítico deste público pode ter sido a causa do compartilhamento indiscriminado do vídeo, gerando tamanho sucesso.

Fica evidente que um espectador crítico e atento fará alguns questionamentos ao vídeo. Prova disso foi o “rebote” que este sofreu, com artigos em importantes veículos em menos de dois dias após seu lançamento. A rede não deixa barato, as pessoas não tardaram a buscar a versão oficial, ou melhor, as outras versões. Alguns exemplos podem ser encontrados no Huffington Post e The Guardian.

As críticas frisaram alguns aspectos centrais do viral:

Neo-colonialismo: o vídeo reforça o estereótipo do americano bonzinho que salva a África, “continente de mazelas infinitas”, desconsiderando todas as iniciativas sociais e políticas bem sucedidas de dentro de Uganda. Trata-se de uma postura claramente neo-colonialista. Não são consideradas questões políticas regionais, que agravam o contexto do país. Nem mesmo é mencionada a existência de instituições estabelecidas no pais, como um governo federal, do presidente Yoweri Museveni, que também deveria ser alvo de pressão política. Finalmente, desconsidera-se a responsabilidade das grandes potências pelo que a África é hoje.

Agenda oculta: seria KONY o novo Bin Laden? Qual o interesse em criar uma base militar em Uganda? Quem sabe, descoberta, em 2009, de uma grande reserva de petróleo na região? Talvez, mas eu sempre desconfio de uma agenda oculta, quando há interesses dos Estados Unidos, Reino Unido e ONU. Basta olhar para o Vietnã, o Iraque, a Libia, o Afeganistão e, agora, o Irã. Além de toda a história de apoio a ditaduras militares na América Latina, África e Ásia.

Credibilidade da organização: o relatório financeiro da organização Invisible Children aponta que apenas 30% dos recursos são destinados para as comunidades em Uganda. É claramente o que poderíamos chamar de uma organização social midiática, que vive para e de suas campanhas. Uma reflexão sobre este tema precisa ser aprofundada. O retorno financeiro das campanhas é diretamente proporcional ao investimento em mídia e criação de conteúdo (vídeos, fotos, textos). Não é de hoje que as organizações que adotam investimentos agressivos em imagens e campanhas, são criticadas por captarem mais para seus executivos e publicitários que para os objetos de suas campanhas. Vejam o documentário Enjoy Poverty Please, do artista plástico Renzo Martens, sobre os Médicos sem Fronteira. (http://youtu.be/yREqd8QYtsQ)

A complexidade do funcionamento da rede e das suas relações extrapola uma visão dualista de bem e mau. O episódio KONY 2012 pode ser marcado como uma grande farsa que caiu na rede e virou sucesso. Mas um ilustre desconhecido, David Childerley, chamou atenção para alguns pontos interessantes em seu programa,update 2012 no seu canaldo youtube. No 11/9, lembrou ele, as pessoas demoraram anos e anos para questionar a versão oficial; KONY 2012 levou dois dias para ser desvendado; o próximo viral do gênero não terá mais que seis horas para ser escarafunchado, testado e aprovado – ou não. A rede é implacável, o poder de mobilização é infinito.

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Capitanias hereditárias dos séculos XX e XXI


Do facebook do Núcleo Piratininga de Comunicação

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A diferença entre “desafiar” e usar a razão na internet e na vida pública


Do blog Catatau

O Pirate Bay solta uma das mais interessantes notas dos últimos anos sobre vida efetivamente pública (no caso, contra PIPA e SOPA) e o Estadão só consegue escrever: “Pirate Bay desafia [sic] PIPA e SOPA em nota“.

Considerando o conteúdo da nota, isso diz muito respeito ao tipo de compromisso que um jornal assume e o tipo de “jornalismo” que enxerga.

Segue a nota:

INTERNETS, 18 de janeiro de 2012

Há mais de um século, Thomas Edison conseguiu a patente para um aparelho que faria “para olho o que o fonógrafo fazer para o ouvido”. Ele o chamou de cinetoscópio [Kinetoscope]. Ele não foi apenas o primeiro a gravar vídeo, mas foi também a primeira pessoa a ser dono do copyright de um filme cinematográfico.

Por causa das patentes de Edison para filmes cinematográficos, quase foi financeiramente impossível criar filmes de cinema na costa oeste norte-americana. Os estúdios de cinema, assim, mudaram para a Califórnia e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. A principal razão é que ali não haviam patentes.

Não havia também nada de copyright, então os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes a partir delas – como Fantasia, um dos maiores hits da história da Disney.

Portanto, toda a base dessa indústria, que está hoje aos gritos sobre perda de controle sobre direitos não-materiais, é que eles driblaram direitos não-materiais. Eles copiaram (ou, de acordo com sua terminologia,”roubaram”) as obras criativas de outras pessoas sem pagar por isso. Eles o fizeram para obter grandes lucros. Hoje, eles são todos bem-sucedidos e a maior parte dos estúdios está na lista da Fortune das 500 empresas mais ricas do mundo. Parabéns – está tudo baseado em ser capaz de reutilizar criações de outras pessoas. E hoje eles detém os direitos das criações de outras pessoas. Se você quer lançar alguma coisa, você tem que seguir as regras deles. As regras que eles criaram depois de driblar as regras de outras pessoas.

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Entenda o que é #SOPA e o que ela interfere em sua vida


O Stop Online Piracy Act (SOPA) (em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online) é um projeto de lei da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que amplia os meios legais para que detentores de direitos autorais possam combater o tráfico online de propriedade protegida e de artigos falsificados. O objetivo geral é proteger o mercado de propriedade intelectual, impedindo que mais pessoas percam seus empregos por causa da pirataria. Já o Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act of 2011 (Ato de Prevenção Contra Roubos e Ameaças Virtuais à Propriedade iItelectual) é uma lei proposta nos Estados Unidos para combater sites relacionados à pirataria.

1. Os projetos dão ao governo liberdade para pedir ao Google e outras ferramentas de busca para excluir determinados sites do resutado das pesquisas. Ou seja, o governo poderia tercontrole sobre a lista de links que você pode acessar quando joga uma coisa no Google.

2. O governo também pode pedir aos grandes provedores de internet para bloquear o acesso a alguns sites para os seus usuários. É exatamente a mesma estratégia usada para censurarconteúdos adultos ou políticos na Síria e na China.

3. Se o governo descobrir que você encontrou uma ferramenta online que burla o bloqueio, ele também pode bani-la. O problema é que algumas dessas ferramentas são bem úteis a grupos que lutam pelos direitos humanos em lugares onde há censura.

4. A proposta também pode impedir que empresas façam propaganda em sites que façam parte da lista negra do governo.

Se você realmente precisar das informações da Wikipedia, pode dar um jeito de driblar o bloqueio. Mas, no futuro, isso pode não ser mais possível.

A princípio, a maior parte dos sites com terminações .net, .com e .org não devem ser afetados. Mas se a lei passar, vão se abrir precedentes para que outras medidas de censura sejam feitas na internet mundo afora. Inclusive no Brasil. Alguns sites brasileiros (como o do cantor Gilberto Gil e o site Trezentos) dão força ao protesto, assim como o site da revistaWired. Ainda não entendeu? Então veja o vídeo a seguir:

via MidiaPublicitária

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“A Privataria Tucana” é uma espécie de “novo Muito Além do Cidadão Kane”?


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Todos achavam que era uma lenda urbana da blogosfera “progressista”. Que era invenção de Paulo Henrique Amorim. Que nunca ia sair. Mas, nesse final de semana um lançamento no mercado editorial “abalou” o mundo da blogosfera, e ao que tudo indica, vendo o silêncio da grande mídia, o mundo tucano também.

 O livro “A Privataria Tucana” do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr., conta, segundo sua própria descrição, como ocorreu um dos maiores assaltos aos cofres públicos brasileiros: a onda privatista do governo FHC. O livro relata muita coisa, desde como acontecia a lavagem de dinheiro em ilhas do Caribe, passando pelo enriquecimento de figuras importantes do tucanato, escândalo do Banestado – que segundo Amaury foi a maior roubalheira da história – até chegar a disputa eleitoral de 2010, com espionagem tucana para ferrar tucanos e até fogo amigo de petistas contra petistas. Tudo bem detalhado, com provas documentais, ou seja, não é boato de campanha eleitoral.

Tá, e aí, qual a relação de “A Privataria Tucana” com “Muito Além de Cidadão Kane?

Bom, primeiro vamos a um breve histórico para quem não conhece do documentário britânico “Muito Além do Cidadão Kane” (clique aqui para assistir)

Muito Além do Cidadão Kane, é um documentário produzido no início da década de 90 pelo Channel 4, uma emissora pública do Reino Unido. O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder, influência das Organizações Globo na vida brasileira, suas relações políticas, e como em diversos momentos, para defender seus interesses e de seus aliados, a Rede Globo manipulou a opinião pública. Apresenta depoimentos de importantes personalidades como Chico Buarque, Leonel Brizola, ACM, Washington Olivetto, Dias Gomes, e Luís Inácio Lula da Silva

Barrado no país desde o ano de sua produção, por ordem judicial a pedido da rede Globo, o filme foi exibido “clandestinamente” por vários anos em algumas universidades e, por partidos políticos, em seções não divulgadas, e só a partir do ano 2000, com o crescimento da internet, é que o filme passou a ser difundido, furando a censura.

E é a censura, para defender certos interesses, que seriam afetados pelas informações contidas nas obras, que liga o livro ao documentário.

No caso do documentário houve -e ainda há, pois ele continua proibido no Brasil- censura para que ninguém soubesse das maracutais das Organizações Globo -mais sujas que pau de galinheiro.

Já no do livro, há uma censura por parte da grande mídia, para que o alto tucanato não seja afetado pelas denúncias contidas no livro. Me chamou a atenção foi uma postagem no Twitter do jornalista e blogueiro @claudiogonz em que ele diz se na pesquisa do Google, o termo “A Privataria Tucana”  traz 40 mil citações em blogs, já em Notícias aparecem só 24. Mas não é só na pesquisa do Google que vemos isso. Nenhum grande jornal, ou grande rede televisiva, deu uma linha sobre o livro. Apenas a revista semanal Carta Capital, em que o assunto é a capa.

O livro que  foi lançado nesta sexta-feira (09/12) é um sucesso de vendas. A primeira edição, com 15 mil livros, esgotou em menos de dois dias. Segundo a blogueira Maria Frô é um recorde no atual mercado livresco brasileiro. Na noite de sexta-feira, a editora Geração Editorial já não tinha mais cópias disponíveis, tamanha foi a procura das livrarias e dos leitores. Tudo isso apenas com a divulgação de blogueiros e internautas, pois a distribuição feita pela editora foi silenciosa, devido ao medo de apreensão judicial. O editor Luiz Fernando Emediato chegou inclusive a sentir-se intimidado ao ser chamado para “uma conversa” com o ex-governador José Serra, uma das “estrelas” envolvidas nas denúncias do livro.

Como diz a “ombudswoman” da Folha de São Paulo, “o destino da “grande mídia” é ser atropelada pela blogosfera”

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Documentário – A Guerra que você não vê


(via Tudo em Cima)

John Pilger revela como os meios de comunicação agem de modo orquestrado para beneficiar as políticas imperialistas dos Estados Unidos, por exemplo, e de seus agentes no Oriente Médio (Israel).

A vida humana nada conta para estas potências, nem para a mídia que as defende.

Nada está acima dos interesses econômicos ou estratégicos militares dos estados e grupos econômicos que exercem a hegemonia política no planeta. As cenas das atrocidades cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina são amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios.

Clique aqui para download do documentário "A Guerra que você não vê"

Clique aqui para baixar o documentário "A Guerra que você não vê"

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Festival de Produções FAE


Da Profª Maria Paula, coordenadora do curso de Comunicação Social da FAE Business School:

Nosso ano letivo está chegando ao fim!

E isso sem dúvida é motivo para comemoração, para confraternização, e para exibir a todos o que fizemos de bom durante o ano 😉

Por isso estamos promovendo no dia 08 de dezembro o Festival de Produções FAE – Publicidade e Design.

O Festival tem por objetivo mostrar a todos os filmes curta-metragem realizados pelos alunos de Publicidade, em parceria com a Produtora Artelux, e também os Stop Motion criados pelos alunos de Design, na disciplina de Motion Design.

Você também está convidado! Venha conhecer a galera animada dos cursos de Publicidade e de Design da FAE, a partir das 20h, no Jokers Pub.

Serviço:
Festival de Produções FAE – Publicidade e Design
Local: Jokers Pub – Rua São Francisco, 164, Centro, Curitiba
Horário: A partir das 20h


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Blog é uma opção para os profissionais da área de comunicação


Do blog da Profª Maria Paula, coordenadora do curso de Comunicação Social do Centro Universitário FAE

Versatilidade é chave para ingressar (e permanecer) no novo cenário do mercado de trabalho.


É impossível hoje não ter consciência da diversidade, da presença de minorias e, conseqüentemente, da existência de múltiplas culturas, da mudança nas relações de trabalho que afeta os jovens em suas expectativas profissionais.
O contexto da pós-modernidade e o fenômeno da globalização perfazem o grande pano de fundo sobre o qual se desenvolvem os modos de pensar e articular a ciência, a cultura e a vida social, compondo um cenário essencialmente informacional, no qual as ciências perderam seu caráter dogmático e passaram a ser vistas como tecnologia intelectual. A globalização e as inovações tecnológicas resultaram, simplesmente, em uma nova maneira de estar no mundo e no estabelecimento de novos valores, mudando a cultura.
A preocupação da coordenação dos cursos de Publicidade e Propaganda e de Relações Públicas é, ao lado da excelente formação teórica ministrada pelos docentes pertencentes ao quadro da instituição, trazer também profissionais atuantes no mercado de trabalho, principalmente aqueles atuantes nas novas tecnologias, para propiciar ao aluno ingresso no mercado de trabalho com um instrumental suficiente para o seu desenvolvimento profissional.
Assim, entrevistamos Luciana Muniz, profissional de webdesign, blogueira com trabalhos customizados, com recursos em flash, e que viu no blog a oportunidade de compartilhar interesses. Reuniu as artes gráficas, o webdesign e o design de produto e logo encontrou seus leitores.
Maria Paula: Como você começou a trabalhar nesta área?
Luciana Muniz: Nunca imaginei trabalhar com internet. Trabalhava desenhando móveis para projetos de interiores e luminárias. Vinha da faculdade de design e arte e já tinha experimentado outros segmentos do design, como a joalheria. Um dia recebi o convite para montar um blog no Meia Fina, canal feminino do Portal POP da GVT. Não era ligada em blogs. Mas estava super interessada no desenho, especialmente na arte digital, além do meu trabalho, é claro. Pesquisava muito os artistas da ilustração digital, tentando entender aquelas soluções gráficas que chegam a misturar desenho à mão com recursos do Photoshop, Ilustrator ou outro programa de computação gráfica. Assim, cheguei ao blog, e é fato que estes estão crescendo em número e especializações e já são mídia, trabalham com a informação, formam opinião, servem à publicidade, ao entretenimento e podem ser ótimos currículos.
MP: O que o blog representa hoje para os potenciais consumidores?
LM: Um blog não é somente uma página pessoal na web, é também comunicação, informação, publicidade, entretenimento e pode ser tão importante quanto um currículo no momento de uma contratação, principalmente para quem é da comunicação. Esses dias mesmo, eu li uma matéria que dizia que algumas agências de comunicação analisam os blogs dos estagiários, antes de contratá-los, para avaliar como o candidato escreve, como desenvolve uma idéia ou como reage a uma crítica, pelas respostas aos comentários. Incrível, não é? Mas um blog pode mesmo dizer muito a respeito do seu interlocutor, pois representa sempre uma sensibilidade, uma forma de ver o mundo.A audiência dos blogs é boa e significativa para estratégias de marketing de muitas marcas. É bem comum encontrar anúncios publicitários em blogs. Aliás, é possível comprar em blogs, ouvir músicas, conhecer produtos, saber de lançamentos, tendências de moda e tantas outras coisas. É possível se divertir, trocar impressões, desenvolver habilidades, falar sobre literatura, cinema ou política. A esfera dos blogs é um ambiente bem democrático.
MP: Curitiba é um mercado promissor para este tipo de atuação profissional?
LM: Não é fundamental que um blog esteja em um portal da cidade do blogueiro. Curitiba é ainda um pequeno centro, mas tanto o dentroaforaquanto vários outros blogs estão dando certo, já se tornaram referência. Eu mesma, depois de alguns meses de blog, tenho tido oportunidades de trabalhar com agências de publicidade, fazer layout de portal, e vários outros trabalhos. O problema que vejo nesta área é que alguns blogs são mal escritos ou inconvenientes, pois não é preciso ser formado em comunicação para publicar matérias na web, e nem todos tem preparo para esta atividade.
MP: Falando sobre formação profissional, o que você considera fundamental que um jovem estudante da área de comunicação aprenda durante seu curso?
LM: Além de aprender as disciplinas do curso, pois todas são planejadas para formar um bom profissional, é importante manter-se atualizado. Para isso existem as pós-graduações, interessantes não só para quem ainda não conseguiu o primeiro emprego e não quer deixar de estudar, mas para o desenvolvimento da carreira. Agora, cultura é fundamental. Ler livros, jornais e revistas, ouvir música, viajar, conversar, ter um número grande de interesses com certeza ajudará a formar um profissional versátil.
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“Odeio os Indiferentes”


Da @MidiaCrucis no blog MidiaCrucis

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que “viver significa tomar partido”. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso.  Antonio Gramsci Texto “Os indiferentes” 11/02/1917  do livro “Convite à Leitura”

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Leitura jovem em jornais despenca e internet ultrapassa TV na busca de informação


Velha mídia, impressa e TV, perdem os leitores para a internet.

Suzana Singer, ombusdman da Folha de S. Paulo, lamenta na sua coluna deste domingo, 20, o fim do caderno Folheteen, para leitura jovem, que deixa de circular amanhã (segunda-feira, 21) depois de 20 anos. “Sua morte sinaliza que a Folha não acredita mais na fórmula de suplemento para atrair jovens ao meio jornal. O perfil do leitor deste ano mostro

u que apenas 11% dos nossos leitores têm até 22 anos -no ano 2000, eram 20%”, diz Suzana.

A ombudsman traz outro dado interessante: o principal meio de informação dos jovens das classes A, B e C deixou de ser a TV aberta (35%), ultrapassada pela internet (39%), segundo a pesquisa “Hábitos de Mídia”, feita pelo Datafolha. O impresso aparece com 6%.

Suzana adianta também que o diário paulista vai acabar com a página Educação, publicada nas segundas-feiras no caderno Cotidiano e alerta:  a extinção do Folhateen não pode significar resignar-se com o envelhecimento do leitor. A Folha -e todos os jornais do mundo- precisam encontrar novas formas de convencer a atual geração de que o “noticiário miojo” da internet (ainda) não é suficiente. Ninguém está bem nutrido com toneladas de informações instantâneas e insossas. O desafio é abrir o apetite desses comensais.

(Informações e texto do Blog Boca Maldita)

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