Leitura jovem em jornais despenca e internet ultrapassa TV na busca de informação

Velha mídia, impressa e TV, perdem os leitores para a internet.

Suzana Singer, ombusdman da Folha de S. Paulo, lamenta na sua coluna deste domingo, 20, o fim do caderno Folheteen, para leitura jovem, que deixa de circular amanhã (segunda-feira, 21) depois de 20 anos. “Sua morte sinaliza que a Folha não acredita mais na fórmula de suplemento para atrair jovens ao meio jornal. O perfil do leitor deste ano mostro

u que apenas 11% dos nossos leitores têm até 22 anos -no ano 2000, eram 20%”, diz Suzana.

A ombudsman traz outro dado interessante: o principal meio de informação dos jovens das classes A, B e C deixou de ser a TV aberta (35%), ultrapassada pela internet (39%), segundo a pesquisa “Hábitos de Mídia”, feita pelo Datafolha. O impresso aparece com 6%.

Suzana adianta também que o diário paulista vai acabar com a página Educação, publicada nas segundas-feiras no caderno Cotidiano e alerta:  a extinção do Folhateen não pode significar resignar-se com o envelhecimento do leitor. A Folha -e todos os jornais do mundo- precisam encontrar novas formas de convencer a atual geração de que o “noticiário miojo” da internet (ainda) não é suficiente. Ninguém está bem nutrido com toneladas de informações instantâneas e insossas. O desafio é abrir o apetite desses comensais.

(Informações e texto do Blog Boca Maldita)

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Um pensamento sobre “Leitura jovem em jornais despenca e internet ultrapassa TV na busca de informação

  1. André Menegatti disse:

    A grande mídia tem muito medo da Internet, porque se acostumaram a exercer a comunicação de via única, sempre dizendo ao seu público o que pensa, sem se importar com a opinião própria do público. Assim, preferem manter distância da web, porque não aprenderam a lidar com a reação do público… não gostam de ser democráticos e não se importam com o que as pessoas pensam, sentem e fazem. Querem apenas ser formadores de opinião e esta opinião é frequentemente subordinada ao departamento comercial. Preferem não emitir opiniões que desagradam aos seus grandes anunciantes e assim, tornam-se ‘cúmplices’ das grandes corporações e do capital privado, quando não, de interesses políticos que representam estas corporações. Desse modo, formam um ‘clube’ financeiro, que privilegiam os seus iguais em detrimento o real interesse público e esse tipo de comportamento tem cada vez menos lugar no novo ambiente de comunicação (a Internet e as redes sociais). Tenho grande esperança no futuro do país, se os jovens continuarem com a postura consciente de não darem mais ouvidos àqueles que não lhes dão ouvidos. Assim, temos muito espaço para evoluir e cada vez menos espaço para a manipulação.

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