Os interesses na desmoralização do ENEM – parte 02

Tentem imaginar uma fábrica produzindo 4 milhões de unidades de um produto complexo sem nenhuma falha. Pois é, é difícil imaginar que isso seja possível, não é? Então porque a mídia cobra com tanta veemência uma perfeição absoluta do ENEM? É comum que vestibulares tenham questões anuladas sem que haja terrorismo midiático. As provas do Saresp tiveram diversos problemas de fraudes, problemas logísticos na entrega do material que a mídia quando divulgou não fez nenhum terrorismo. Ninguém pede pra acabar com o Saresp, dá pra entender? Dá! A ocorrência do problema com o Colégio de Fortaleza atingiu 639 alunos em um universo de 4 milhões, isso equivale a 0,016% das provas efetivamente aplicadas e se levarmos em conta o número de inscritos que foi de 5,3 milhões essa porcentagem cai para 0,012, ou seja uma falha insignificante que não justifica a tempestade midiática sobre o assunto, nem a pretensão d o procurador de anular as 13 questões em todo o país. O texto “O porque da desmoralização do ENEM-parte 01” explica parte dos motivos, aqueles econômicos, mostrando o interesse que os grupos educacionais e donos de “cursinhos” tem. A segunda parte tem a ver com questões políticas. Desmoralizar o ENEM é atacar o Governo trabalhista de Lula/Dilma e, de quebra, impedir que o Fernando Haddad surja como um nome forte na política de São Paulo, hoje dominada pelos PSDBestas. Há toda uma campanha para enfraquecr o ministro Haddad, tirando ele da disputa da prefeitura de São Paulo. A oposição (aí se inclui a mídia partidarizada) já percebeu que o ministro da educação vai dar dor de cabeça, é um nome novo, pode tirar votos de todas as faixas do eleitorado, e que ele não tem a rejeição que os candidatos petistas “clássicos” como Marta Suplicy tem. Sem falar que tem o apoio de Lula e da presidenta Dilma. Pelo próprio noticiário podemos perceber a tentativa de tirar Haddad da jogada, dizendo que ele tem pouca influência, que é pouco conhecido, que a Marta é mais preparada, e todo o trololó que já conhecemos, pois fizeram o mesmo com a então candidata Dilma Rousseff. Tá explicado, é a mídia (PIG ou Partido da Imprensa Golpista) atuando como Partido de Oposição. O problema é que eles não foram eleitos, apenas operam uma concessão pública. O texto foi adaptado/modificado do comentário do leitor Gabriel Quinteiro

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