Ônibus cheio e aumento de tarifa

Em 96 tínhamos 1,6 milhão de passageiros, hoje temos 2,5 milhões. Naquele ano haviam  1503 ônibus, hoje temos 2200.

Para a prefeitura obviamente está tudo (claro) normal, tudo tranquilo. Segundo o presidente da URBS o problema acontece apenas em horários de pico (mentira!). A grande solução segundo Marcos Isfer seria as empresas liberarem seus funcionários mais cedo ou mais tarde (não importando o horário comercial).

No início do ano o ex-prefeito Jaime Lerner em uma entrevista à rádio CBN, alegou que a prefeitura de Curitiba estava sucateando o sistema de transporte urbano para justificar o metrô. Se esta é realmente a intenção não sabemos, mas o sucateamento é certo.

E que não venham dizer que “há, mas em São Paulo é pior” “no Rio é tudo lotado” “em BH é horrível” “Curitibano reclama de boca cheia”, pois querer comparar um transporte perto da  falência com outros mais falidos ainda, é no mínimo mediocridade.

Abaixo matéria da RPC/TV em 2009, mostrando o dia-a-dia que quem trabalha no transporte. Vemos que muita coisa não mudou.

Do Blog Anais Políticos

Curitiba, a cidade que um dia foi modelo vem perdendo seguidamente usuários do transporte coletivo.

Claro que se perguntado à administração oficial, dirão que é porque existem muitos carros na rua, já que eles estão acessíveis. Trololó, por óbvio. Carros existem em Tóquio também, em bem maior número per capita do que aqui, mas mesmo assim, o povo lá se utiliza prioritariamente do transporte de massas.

E por que se utilizam? Porque presta, porque cumpre horários, porque é barato e porque apesar de cheio, o cidadão japonês ainda vê vantagem em deixar o carro em casa e se espremer um pouco no coletivo.

Ninguém acha verdadeiramente que em algum lugar do mundo, encontraremos ônibus vazios o tempo todo a servir a população. O que não pode é uma disparidade tal, que, a propaganda oficial venda para o curitibano e para aquele que vêm de fora uma coisa, uma maravilha terrestre, e na prática, você observe bem outra. No cotidiano o que você nota são ônibus cheios, atrasados e caros.

E como estamos em um bom país capitalista e naturalmente quem opera as empresas de ônibus não é o poder público e sim um ente particular que visa lucro, na medida em que o número de usuários cai, a tarifa aumenta. Uma bela bola de neve que estoura sempre na mão do mais pobre. Quanto mais você deixa de se entupir no ônibus, mais caro o pobrinho vai pagar pela passagem.

Em um jantar dia desses, conversando a despeito da fabulosa propaganda empreendida pela administração municipal já há alguns anos, quando, especialmente na campanha de Cassio Taniguchi se dizia que se você não votasse nele, não gostava da cidade, ouvi uma frase curiosa de uma jovem em seus 20 anos. A frase era “Ora, quando você faz críticas, não está criticando a cidade, está criticando a administração da cidade!”

Parece elementar e óbvio, mas não é. Infelizmente, em razão da lavagem cerebral oficial, na capital do Paraná, fazer críticas ao Prefeito virou sinônimo de criticar a cidade. E como todo curitibano gosta de Curitiba, está subentendido que não devemos falar nada sobre quem comanda o lugar. Ledo engano.

Duas das três filas enormes que esperavam a linha convencional Savóia, na Praça Tiradentes.

Não serão publicados comentários ofensivos, preconceituosos, que utilizem palavrões, escritos exclusivamente em letras maiúsculas e muito menos comentários anônimos. A moderação não é feita na hora.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: